PorPedro Ivo Aquino Leite Sala & Taunay Nunes de Freitas Junior
Grandes coleções do gênero Ocimum são mantidos em estufas e telados. Sua ampliação é obtida através da importação de novos acessos e propagação pelo cultivo via semente. O estudo teve como objetivo avaliar a curva de crescimento vegetativo e a produção de biomassa fresca de acessos de Ocimum canum e O. gratissimum. Para tal, foram utilizadas 20 plantas de cada espécie dispostas em 10 vasos (duas por vaso de 4 L com solo de cultura), e mantidas em estufa do tipo "glasshouse", com temperatura média de 26° C durante o período do experimento. Foi feita a primeira medição dos acessos no dia 27/09/2007, e a partir desse dia as medições foram realizadas semanalmente até o dia 13/12/2007, sempre tendo-se o cuidado de se fazer um rodízio de vasos. Ao início da maturação das sementes, metade das plantas de cada acesso foram retiradas e pesadas para a determinação da biomassa. Os dados foram passados para uma planilha digital obtendo-se os gráficos com as curvas de crescimento e biomassa. A técnica do desenho das curvas de crescimento dos acessos das espécies Ocimum canum e O. gratissimum realizada no presente ensaio possibilita a identificação de padrões de crescimento identificadores das características do ciclo da planta, bem como identifica cultivares de florescimento tardio. Analisando-se a Figura 1, observa-se que O. canum, a espécie anual, apresenta um acentuado crescimento a partir da segunda semana, onde ultrapassa momentaneamente em altura a espécie perene, O. gratissimum. O crescimento tende a estabilizar-se a partir da quinta semana, 35 dias após o transplante (D.A.T.), em plena florada. Na sétima semana (49 D.A.T.) cessa o crescimento e tem início a senilidade com o amadurecimento das sementes. As plantas foram deixadas a secar nos próprios vasos, enquanto O. gratissimum seguia crescendo, reduzindo a velocidade de crescimento a ainda na 14ª. semana, com 50% de florescimento no estande.
Grandes coleções do gênero Ocimum são mantidos em estufas e telados. Sua ampliação é obtida através da importação de novos acessos e propagação pelo cultivo via semente. O estudo teve como objetivo avaliar a curva de crescimento vegetativo e a produção de biomassa fresca de acessos de Ocimum canum e O. gratissimum. Para tal, foram utilizadas 20 plantas de cada espécie dispostas em 10 vasos (duas por vaso de 4 L com solo de cultura), e mantidas em estufa do tipo "glasshouse", com temperatura média de 26° C durante o período do experimento. Foi feita a primeira medição dos acessos no dia 27/09/2007, e a partir desse dia as medições foram realizadas semanalmente até o dia 13/12/2007, sempre tendo-se o cuidado de se fazer um rodízio de vasos. Ao início da maturação das sementes, metade das plantas de cada acesso foram retiradas e pesadas para a determinação da biomassa. Os dados foram passados para uma planilha digital obtendo-se os gráficos com as curvas de crescimento e biomassa. A técnica do desenho das curvas de crescimento dos acessos das espécies Ocimum canum e O. gratissimum realizada no presente ensaio possibilita a identificação de padrões de crescimento identificadores das características do ciclo da planta, bem como identifica cultivares de florescimento tardio. Analisando-se a Figura 1, observa-se que O. canum, a espécie anual, apresenta um acentuado crescimento a partir da segunda semana, onde ultrapassa momentaneamente em altura a espécie perene, O. gratissimum. O crescimento tende a estabilizar-se a partir da quinta semana, 35 dias após o transplante (D.A.T.), em plena florada. Na sétima semana (49 D.A.T.) cessa o crescimento e tem início a senilidade com o amadurecimento das sementes. As plantas foram deixadas a secar nos próprios vasos, enquanto O. gratissimum seguia crescendo, reduzindo a velocidade de crescimento a ainda na 14ª. semana, com 50% de florescimento no estande.
Figura 1. Curva de crescimento de dois acessos do gênero Ocimum..
Os padrões de crescimento diferem, distinguindo o acesso anual do acesso perene, que neste caso somente perecerá em conseqüência do esgotamento das reservas do vaso. A média das alturas máximas atingidas pelas plantas ao final do ensaio (15 semanas) foram 38 cm para Ocimum canum e 65 cm para O. gratissimum, cabendo observar que, mesmo minimamente, O. gratissimum ainda seguia crescendo a uma taxa diária média de 0,47 cm por dia.
Figura 2. Taxa de crescimento diária de dois acessos do gênero Ocimum..
A Figura 2 apresenta o gráfico da evolução da taxa de crescimento diário que foi máxima para O. canum na segunda semana após o transplante e máxima para O. gratissimum apenas da quinta à oitava semana, a partir da qual o crescimento passou a ser menos acelerado. Para O. canum, o crescimento cessou a partir da oitava semana, com o início da senilidade, muito embora a floração plena tenha se dado ainda na sétima semana.
Ao fim do ensaio, decorridas 15 semanas, O. canum apresentou uma altura média final de 37,62 cm com um coeficiente de variação de 7,62%. O. gratissimum apresentou uma altura média final de 65,2 cm com um coeficiente de variação de 12,39%
A biomassa média da parte aérea das plantas de O. canum foi de 25,7g, com um coeficiente de variação de 26,77%. Ocimum gratissimum, surpreendentemente apresentou uma biomassa média de apenas 24,6 g, com um coeficiente de variação de 24,10%. A biomassa aparentemente escassa de O. gratissimum pode se dever ao estresse causado pelas condições de estufa e vaso a uma planta perene arbustiva, tendo sido observada abscisão foliar durante o ensaio.
Referência:
Sala, P.I.A.L. & Freitas Junior, T.N. Curvas de crescimento de acessos de Ocimum canum e Ocimum gratissimum em condição de estufa. Monografia de Graduação do Curso de Engenharia Agronômica. Universidade de Brasília. Julho de 2008. 23 p.
Orientador: Jean Kleber de Abreu Mattos
Foto: Ocimum americanum L (= O. canum Sims) site commons.wikimedia.org/
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