sexta-feira, 24 de maio de 2019

INFLUÊNCIA DO TAMANHO DO VASO NO DESENVOLVIMENTO DO MANJERICÃO DOCE (Ocimum basilicum) EM CONDIÇÃO DE ESTUFA

 
INFLUÊNCIA DO TAMANHO DO VASO NO DESENVOLVIMENTO DO MANJERICÃO DOCE (Ocimum basilicum) EM CONDIÇÃO DE ESTUFA
Autores:
Gabriela Emiliana Cândido de Campos 
Gabriel Lobo de Mendonça.
 
Brasília/ DF Março de 2013 Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília. Trabalho Final do Curso de Agronomia
 
RESUMO O gênero Ocimum, família Lamiaceae, é bem conceituado entre algumas das ervas surpreendentes por ter enormes potencialidades medicinais. Cada espécie apresenta morfotipos e quimiotipos diversos e esta variabilidade faz a riqueza do gênero com muitas possibilidades de perfis aromáticos e de padrões ornamentais. Os trabalhos feitos com o gênero Ocimum são inúmeros no Brasil e no mundo e aparentemente são concentrados na parte química, farmacológica e do uso medicinal. Trabalhos com enfoque agronômico são necessários e têm sido feitos na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB, seja na forma de trabalhos finais de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado. é importante conhecer o efeito que o cultivo em vasos utilizado na experimentação agronômica tem sobre o crescimento e desenvolvimento da planta e sobretudo determinar o ponto de colheita que permita o contraste maior do efeito dos tratamentos. O objetivo do presente trabalho foi verificar a influência do tamanho do vaso no desenvolvimento de plantas de um acesso de Ocimum basilicum cultivadas em estufa. As plantas foram transplantadas para vasos de plástico com capacidade variável, correspondendo aos tratamentos do ensaio: vasos de 1,0; 3,0; 4,0 e 6,0 litros de capacidade, preenchidos com mistura fértil. O delineamento foi inteiramente casualizado com seis repetições e a parcela experimental constou de um vaso contendo uma planta. Os resultados indicaram que o tamanho do vaso influiu na produtividade das plantas de Ocimum basilicum com aumento da produção de biomassa fresca e na arquitetura da planta com aumento do número de  ramificações em plantas cultivadas nos vasos de maior volume, e na fenologia, antecipando a floração nas plantas cultivadas nos vasos de menor volume.

ABSTRACT: The genus Ocimum, Lamiaceae, is well respected among some of the amazing herbs to have enormous potential. Each species presents morphotypes and chemotypes and this variability makes the richness of the genre with many possibilities of aromatic profiles and ornamental patterns. The work made with the genus Ocimum are numerous in Brazil and in the world, and apparently are concentrated on the chemistry, Pharmacology and medicinal use. Works with agronomic approach are needed and have been made at the Faculty of Agronomy and veterinary medicine of UnB, whether in the form of final graduation work, dissertations and doctoral theses. It is important to know the effect of the cultivation in pots used on agronomic experimentation on plant growth and development and, in particular, determine the point of harvest that allows greater contrast of the treatments. The objective of the present work was to verify the influence of the size of the pot in the development of one access of Ocimum basilicum grown under glasshouse. The plants were transplanted to plastic vases with variable capacity, corresponding to test treatments: 1.0; 3.0; 4.0 and 6.0 liters capacity, filled with fertile mix. The experimental design was completely randomized with six replications and the experimental plot consisted of a vase containing one plant. The results indicated that the size of the vase influenced on productivity of the access of Ocimum basilicum, in plant architecture with more branching and increasing the biomass harvested in plants grown in the vessels of greater volume, and phenology, anticipating the flowering in plants grown in smaller vessels.
 

FICHA CATALOGRÁFICA
Gabriela Emiliana Cândido de Campos & Gabriel Lobo de Mendonça. INFLUÊNCIA DO TAMANHO DO VASO NO DESENVOLVIMENTO DO MANJERICÃO DOCE EM CONDIÇÃO DE ESTUFA. Trabalho Final de Curso de Graduação – Universidade de Brasília / Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, 2013, 27 p.: il. Orientador: Jean Kleber A. Mattos Dr.

 


 
 

terça-feira, 2 de abril de 2019

SETENTA E CINCO ANOS. UM DIA PARA NÃO ESQUECER

No dia 29 de março de 2019, na véspera de meu aniversário, meu filho Ivan convidou-me para uma audição de sua namorada, cantora clássica, sugerindo que eu vestisse paletó, pois tratava-se de coisa erudita. Falou que ela nos apanharia em casa.

Na hora marcada, ao invés da namorada, chegou ao portão de nossa casa uma limousine negra com toda a família dentro. Ele voltou-se para mim, e disse:
-Feliz Aniversário !

Eu fiquei em choque. Lembrei-me que algum tempo atrás, participando de uma brincadeira do tipo “o que gostaria de fazer na vida que ainda não fez?” eu dissera que sonhava chegar a um teatro numa limousine, estilo Michael Jackson, Madonna, Rolling Stones, Elvis Presley ou equivalente, e ser recebido por uma multidão fanática contida por seguranças tal como acontecia com os artistas. 

Pois bem. Familiares e amigos haviam feito uma “vaquinha” e alugado uma limousine com programação para satisfazer o declarado sonho. Lígia minha nora e Ivan haviam capitaniado tudo.

O veículo, com a família dentro, fez o “tour” turístico padrão para Brasília, indo parar no Palácio da Alvorada ao momento da retirada da bandeira do Brasil, pelo batalhão presidencial.

O motorista ligou então para um amigo dele dono de um barco e agendou para dali a pouco, uma foto dentro da embarcação, no Pontão do Lago Sul.

Eventos cumpridos, eu ainda em choque, a viatura rumou ao Shopping Center Terraço, onde um grupo de vinte e três amigos lá aguardavam ruidosamente para uma rodada de pizza.

Tudo programado e combinado previamente entre todos eles, com quinze dias de antecedência, sem que eu sequer desconfiasse.

Quem tem família e amigos assim tem que agradecer a Deus todos os dias !

No interior da limousine


No palácio da Alvorada

Honras à nossa bandeira

Foto no barco, no Pontão do Lago Paranoá 

A chegada ao Shopping Terraço

O Comitê de Recepção

 A consagração

 A rodada de Pizza

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

MULTIPLICAÇÃO RÁPIDA DE ESPÉCIES MEDICINAIS CULTIVADAS MEDIANTE ESTAQUIA UNINODAL.


Odair de Jesus Nascimento.  MULTIPLICAÇÃO RÁPIDA DE ESPÉCIES MEDICINAIS CULTIVADAS MEDIANTE ESTAQUIA UNINODAL. 2009. Orientação de Jean Kleber A. Mattos. Trabalho de Conclusão de Curso Agronomia– Universidade de Brasília / Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. 20 p.: il.


RESUMO
Objetivou-se com o presente ensaio avaliar a adaptação de algumas culturas medicinais e nutraceuticas à propagação rápida mediante estaquia uninodal. As espécies foram: Malpighia emarginata, Morus nigra, Anthurium cf. andreanum, Artemísia verlotorum, Costus spiralis,Cymbopogon citratus, Melissa officinalis, Pelargonium graveolens, Mentha x villosa, Tetradenia riparia, Cissus sicioides, Iresine lindenii, Ocimum basilicum, Pogostemon cablin, Sambucus australis e Alternanthera tenella.
O ensaio de multiplicação vegetativa foi conduzido na Estação Experimental de Biologia da Universidade de Brasília (EEB-UnB) em condição de casa de vegetação do tipo “glasshouse”. A casa apresentou, durante o ensaio, temperatura média de 26,5° C, com média das mínimas em torno de 12,5° C e média das máximas de 42,5 ° C, determinados com termômetro convencional de máxima e mínima. O índice de radiação luminosa esteve em torno de 60%, determinado por fotômetro automático modelo Asahi-Pentax SP-500. Nós de 2 cm de tamanho foram postos a brotar em mini-estufas adaptadas sobre vasos de 4 L contendo mistura fértil. A eficiência do método foi aferida pelo cálculo de porcentagem de sucesso na obtenção de mudas e pela análise visual das mudas obtidas. Estacas uninodais de cinquenta e cinco por cento das culturas testadas no ensaio mostraram-se adaptadas ao método. Os melhores resultados foram obtidos com as espécies: Artemísia verlotorum, Melissa officinalis, Mentha x villosa, Alternanthera tenella e Tetradenia riparia. Observou-se que a estaca (nó) dormente não é a melhor opção para o método em algumas culturas, recomendando-se adoção de nós pré-brotados. O método apresenta-se competitivo produzindo mudas de qualidade em tempo hábil.
ABSTRACT
RAPID MULTIPLICATION OF CULTIVATED MEDICINAL SPECIES  BY SINGLE NODE CUTTINGS
The aim with this test was to evaluate the adaptation of some medicinal crops to rapid propagation by small stem cuttings with single nodes. The species were: Malpighia emarginata, Morus nigra, Anthurium cf. andreanum, Artemísia verlotorum, Costus spiralis,Cymbopogon citratus, Melissa officinalis, Pelargonium graveolens, Mentha x villosa, Tetradenia riparia,Cissus sicioides, Iresine lindenii, Ocimum basilicum, Pogostemon cablin, Sambucus australis and Alternanthera tenella. The vegetative propagation test was conducted at the Experimental Biological Station of the University of Brasília under glasshouse. The glasshouse presented, during the test, an average temperature of 26.5° C, with minimum average around 12.5° C and maximum average around 42.5° C. The luminous radiation index was around 60%, determined by automatic photometer Asahi-Pentax model SP-500. Nodes of 2 cm in size  were set to sprout in humid cameras adapted on 4 L pots containing fertile mix. The efficiency of the method has been checked by calculating the percentage of success in rooting and  raising cuts to produce new plants. About 55% of the species tested were adapted to the propagation method. The best results were obtained with the species: Artemisia verlotorum, Melissa officinalis, Mentha x villosa, Alternanthera tenella and Tetradenia riparia. It was observed that the dormant node is not the best option for the method in some cultures, recommended adoption of non dormant ones. The method offers rapid competitive propagation.



Estaquia uninodal de espécies medicinais em vaso com estufins antes da colocação dos mesmos

Exemplos de espécies bem adaptadas ao método de propagação. Mudas competitivas.

sábado, 13 de agosto de 2016

Atividade antioxidante e antimicrobiana do óleo essencial de Rosmarinus officinalis L., cultivado em sistema orgânico sob diferentes condições, frente a bactérias causadoras de mastite bovina.

WANDERLEY, Alberto Luiz. Atividade antioxidante e antimicrobiana do óleo essencial de Rosmarinus officinalis L., cultivado em sistema orgânico sob diferentes condições, frente a bactérias causadoras de mastite bovina. 2015. x, 55 f., il. Dissertação (Mestrado em Agronomia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Orientadores: Jean Kleber A. Mattos(UnB) & Franceline Reynaud (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Resumo: 
Plantas de Rosmarinus officinalis L., obtidas de cinco diferentes campos de cultivo experimentais, conduzidos por agricultores familiares sob sistema orgânico de produção em diferentes condições adafoclimáticas na região das encostas da Serra Geral de Santa Catarina, foram testadas quanto às suas características de produtividade e qualidade de seu óleo essencial. As amostras obtidas foram caracterizadas quanto seu perfil fitoquímico e testadas quanto seu potencial antimicrobiano frente cinco cepas de Staphyloccocus aureus e duas cepas de Klebsiella pneumoniae, todas causadoras de mastite bovina e, ainda,avaliado seu potencial antioxidante. E como resultado não foi verificado diferença significativamente as amostras quanto às características fitoquímicas observadas, as quais resultaram numa ação de inibição também semelhante frente às cepas de bactérias patogênicas testadas. Os resultados apontampara a necessidade do estudo do potencial deste óleo essencial como um agente de controle e profilaxia frente a determinadas cepas de Staphyloccocus aureus, causadoras de mastite bovina. As características antioxidantes obtidas das diferentes amostras também não diferiram entre si. O que sugere que diferentes condições edafoclimáticas e diferentes condições de cultivo de Rosmarinus officinalis L. não alteraram significativamente a composição do óleo essencial obtido, assim como de suas atividades químicas testadas. Fato que sugere um potencial promissor de seu cultivo comercial em sistemas familiares orgânicos de produção visando à produção de óleo essencial.

ABSTRACT
Rosmarinus officinalis L. plants, obtained from five different fields of experimental cultivation conducted by farmers in organic production system in different soil and climatic conditions in the region of the slopes of Serra Geral de Santa Catarina, were tested for their productivity and quality features its essential oil. The various samples obtained were characterized for its phytochemical profile and tested as its antimicrobial potential against five strains of Staphylococcus aureus and two strains of Klebsiella pneumoniae, all causing bovine mastitis and also as its antioxidant potential. And as a result there was no significant difference between samples for the phytochemical characteristics observed, resulting in an inhibition of action also similar across the tested pathogenic bacteria strains. The result indicates a potential for the study of essential oil agent as a control and prophylaxis against certain strains of Staphylococcus aureus causing bovine mastitis. The antioxidant properties obtained from different samples also did not differ. This suggests that different environmental conditions and different Rosmarinus officinalis L. cultivation conditions have not significantly altered the composition of the oil obtained as well as the tested chemical activities. Which suggests a promising potential for commercial cultivation in organic family production systems to the essential oil production.

Principais componentes do óleo essencial de acessos de Mentha spp em Brasília e estudo da propagação vegetativa.

GONZÁLEZ MARTÍNEZ, Christian Alfonso. Principais componentes do óleo essencial de acessos de Mentha spp em Brasília e estudo da propagação vegetativa. 2016. xiv, 64 f., il. Dissertação (Mestrado em Agronomia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Orientadores: Roberto Fontes Vieira (Embrapa) & Jean Kleber de Abreu Mattos (UnB)

Resumo: 
As mentas comumente citadas no Brasil são M. piperita, M. piperita var. citrata, M. spicata, M. x villosa e M. arvensis. Acessos dessas mentas são encontrados com facilidade no Brasíl, algumas no comércio local de Brasília, seja na forma de mudas ou na forma de hortaliças frescas em feiras e supermercados. São importantes na culinária, na farmacologia e como fragrâncias. Um ensaio foi instalado para revelar o perfil dos constituintes majoritários do óleo essencial de cinco acessos populares destas espécies no Brasil e especialmente em Brasília. Folhas de plantas com 90 dias de cultivo foram colhidas, secas, hidrodestiladas para obtenção do óleo essencial e analisadas por cromatografia gasosa (CG-FID e CG-MS). Três acessos apresentaram o quimiotipo esperado para a espécie, mentol para M. arvensis e M. piperita e linalol-acetato de linalila para M. piperita var. citrata. M. x villosa apresentou o quimiotipo carvona-limoneno e M. spicata apresentou o quimiotipo óxido de piperitenona-óxido de piperitona, atípicos para as estas espécies. Dois ensaios de propagação estudaram a possibilidade de otimização do método, reduzindo o tamanho do propágulo e ampliando as opções para meios de enraizamento. Foram testados em casa de vegetação, quatro tipos de estacas de estolão aéreo de M. piperita quanto ao número de nós (0,5; 1; 2 e 3). O enraizamento das estacas foi feito com dois meios de enraizamento: água em placas de Petri e substrato artesanal confeccionado na própria estação experimental, em vasos. Os melhores resultados foram obtidos com estacas de três nós, enraizadas previamente em substrato artesanal, embora mudas de todos os tratamentos tenham-se apresentado como viáveis. Também se testaram cinco meios de enraizamento em estacas de três nós: substrato artesanal; substrato comercial; areia adubada; areia comum e câmara úmida. As massas secas das mudas enraizadas no substrato artesanal e na areia adubada não diferiram estatisticamente entre si, tendo sido superiores às dos demais tratamentos. Todos os tratamentos produziram estacas viáveis.

ABSTRACT
The mints more cited in Brazil are M. piperita, M. piperita var. citrata, M. spicata, M. x villosa and M. arvensis. Accessions of these mints are found with easiness in Brazil, some in the local commerce of Brasilia, either in the form of rooted cuttings or the form of vegetables in fairs and supermarkets. They are important in the cuisine, pharmacology and as fragrances. An assay was installed to especially reveal the aromatic profile of five popular accessions of these common species in Brazil and in Brasilia. Leaves of plants with 90 days of culture had been harvested, dried and submited to hidrodistillation for essential oil extraction and analyzed by gas chromatography (GC-FID; GC-MS). Three accesses presented chemotypes tipical for the species, mentol for M. arvensis and M. piperita and linalool-linalyl acetate for M. piperita var. citrata. M. x villosa presented the unespected chemotype carvone-limonene and M. spicata presented the unespected chemotype piperitenone oxide-piperitone oxide. Also, two assays of vegetative propagation had studied the possibility of improving the method, reducing the size of the cut and extending the options for rooting media. Four types of cuts of aerial stolons of M. piperita varying the number of nodes (0,5; 1; 2 and 3) were tested. The rooting of the cuts was made with two media: water in plates of Petri and the homemade substratum confectioned in the proper experimental station, in vases. The best results had been gotten with cuts of three nodes, previously taken root in the homemade substratum, even all the treatments have been presented as viable. Five rooting media were tested in three nodes cuts: homemade substratum; commercial substratum; fertilized sand; common sand and humid chamber. The dry masses of the cuts taken root in the homemade substratum and in the fertilized sand had not differed statistically between themselves, having been superior to the remaining treatments. All the treatments produced viable plants.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Multiplicação do nematoide Meloidogyne paranaensis e velocidade de enraizamento de estacas caulinares em sete espécies de plantas medicinais.


MENDONÇA, Clarissa Izetti de. Multiplicação do nematoide Meloidogyne paranaensis e velocidade de enraizamento de estacas caulinares em sete espécies de plantas medicinais. 2016. xi, 88 f., il. Dissertação (Mestrado em Agronomia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.
Orientadores: Regina Maria Dechechi Gomes Carneiro & Jean Kleber de Abreu Mattos

Meloidogyne paranaensis foi caracterizado e descrito por Carneiro et al. como uma nova espécie em 1996. Os primeiros relatos demonstram a alta virulência que provocam em plantas de café no Estado do Paraná e São Paulo, destacando-se das demais espécies de nematoides pela sua agressividade e forte dano ao sistema radicular de cafeeiros. Recentemente, a espécie começou a ser pesquisada em plantas medicinais no Brasil. A primeira etapa, que teve por objetivo testar a reação de sete importantes espécies de plantas medicinais quanto ao M. paranaensis, foi realizada em casa de vegetação, na Estação Experimental de Biologia da Universidade de Brasília, no Distrito Federal. Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado com seis repetições. As plantas foram multiplicadas por estaquia e transplantadas para vasos de 2,5 L preenchidos com mistura latossolo vermelho de cerrado mais areia, vermiculita e composto orgânico, na proporção 3:1:1:1 respectivamente, mais a formulação 4-14-8, na dose de 100g para cada 40 L da mistura. No momento de transplante as plantas foram inoculadas com 5.000 ovos de duas populações do nematoides M. paranaensis (fenótipos de esterase P1 e P2). Após 90 dias de cultivo, foram colhidas as raízes das plantas para determinação do índice de galhas e do fator de reprodução. Houve diferença de suscetibilidade a duas populações de M. paranaensis entre os acessos testados, não havendo estatisticamente diferença importante na reação dos acessos em relação às populações testadas. Os acessos Pfaffia glomerata, Hypericum perforatum e Melissa officinalis apresentaram-se como hospedeiros altamente suscetíveis às duas populações de M. paranaensis. Pogostemon cablin apresentou-se em situação intermediária podendo ser classificado apenas como suscetível. Artemisia annua e Catharanthus roseus apresentaram-se como altamente resistentes e Cordia verbenacea como resistente. Catharanthus roseus distinguiu-se por apresentar elevado índice de galhas, porém sem permitir a multiplicação do nematoide. Ensaios de suscetibilidade de espécies vegetais ao nematoide das galhas (Meloidogyne spp.), a fim de garantirem resultados confiáveis, devem ser feitos com plantas novas que possuam raízes recém desenvolvidas e apresentem raízes secundárias e pelos radiculares. A segunda etapa, que teve por objetivo avaliar a velocidade de enraizamento de estacas de sete acessos de plantas medicinais, em leito de areia visando obter informações úteis para um estabelecimento de um cronograma de produção de mudas para ensaios com nematoides do gênero Meloidogyne. O experimento foi realizado na Estação Experimental de Biologia da Universidade de Brasília, em casa de vegetação de novembro a fevereiro de 2016. As estacas foram avaliadas aos 20, 30, 40 e 50 dias após a implantação e foram atribuídas notas de enraizamento conforme escala própria visando ensaios com nematoides do gênero Meloidogyne. Estacas das espécies medicinais Artemisia annua; Catharanthus roseus, Cordia verbenacea; Hypericum perforatum; Melissa officinalis; Pfaffia glomerata; Pogostemon cablin produziram mudas viáveis para ensaios com Meloidogyne spp. As espécies diferiram quanto à sobrevivência, eficiência e velocidade de enraizamento das estacas em areia. Elegeu-se um prazo médio de 30 dias para que o volume de raízes das estacas das espécies testadas estivesse em condições de ser inoculado com ovos e juvenis de Meloidogyne spp. Estacas de todas as espécies testadas mostraram-se resistentes ao transplante após iniciado o enraizamento.

ABSTRACT
Meloidogyne paranaensis was characterized and described by Carneiro et al. as a new species in 1996. The first reports demonstrate the high virulence causing coffee plants in the State of Paraná and São Paulo, especially the other species of nematodes for their aggression and strong damage to the root system of coffee. Recently, the species began to search for medicinal plants in Brazil. The first stage, which aimed to test the important reaction of seven species of medicinal plants as the M. paranaensis was held in a greenhouse at the Experimental Station of Biology of the University of Brasilia, the Federal District. A completely randomized design was used with six replications. The plants were multiplied by cuttings and transplanted into pots filled with 2.5 L of cerrado oxisol mix more sand, vermiculite and compost in the ratio 3: 1: 1: 1 respectively, plus the formulation 4-14-8, at a dose of 100g to each 40 l of the mixture. At the time of transplanting the plants were inoculated with 5000 eggs to two populations of the nematode M. paranaensis (esterase phenotypes P1 and P2). After 90 days of culture, the roots of plants to determine the gall index and reproduction factor were harvested. There was susceptibility difference to two populations of M. paranaensis between the tested access, with no statistically significant difference in the reaction of access in relation to the populations tested. The Pfaffia glomerata access, Hypericum perforatum and Melissa officinalis presented themselves as highly susceptible hosts to two populations of M. paranaensis. Pogostemon cablin performed in intermediate situation can be classified only as susceptible. Artemisia annua and Catharanthus roseus presented themselves as highly resistant and Cordia verbenacea as tough. Catharanthus roseus is distinguished by a high index of galls, but without allowing the multiplication of the nematode. Susceptibility testing of plant species to root-knot nematode (Meloidogyne spp.) in order to ensure reliable results must be written with new plants that have newly developed roots and provide secondary roots and root hairs. The second stage, which was to evaluate the speed of rooting cuttings seven accessions of medicinal plants in sand to obtain useful information for establishing a seedling production schedule for trials with nematodes of the Meloidogyne genre. The experiment was conducted at Experimental Biology of the University of Brasilia Station in November greenhouse to February 2016. The cuttings were evaluated at 20, 30, 40 and 50 days after implantation and rooting notes were assigned as own scale aiming trials with nematodes of the genus Meloidogyne. Cuttings of medicinal species Artemisia annua; Catharanthus roseus, Cordia verbenacea; Hypericum perforatum; Melissa officinalis; Pfaffia glomerata; Pogostemon cablin produced viable seedlings for testing with Meloidogyne spp. The species differed in survival, efficiency and rooting rate of cuttings in sand. He was elected an average period of 30 days for the root volume of the cuttings of the species tested were able to be inoculated with eggs and juveniles of Meloidogyne spp. Cuttings of all species tested showed resistance to transplantation after initiation of rooting.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A EXPERIMENTAÇÃO AGRONÔMICA COM MANJERICÕES E ALFAVACAS NO DISTRITO FEDERAL ATÉ 2016.


A EXPERIMENTAÇÃO AGRONÔMICA COM MANJERICÕES E ALFAVACAS (Ocimum spp) NO DISTRITO FEDERAL ATÉ 2016.

Por
Artur Martins
Jean Kleber A. Mattos

Referência

MARTINS, A. Resultado da Experimentação Agronômica com o Gênero Ocimum na UnB (Período de 1993 a 2001). Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília; Monografia de Conclusão de Curso. 2011, 21 p.

Analisando mais de 40 trabalhos produzidos no Distrito Federal na Universidade de Brasília e na EMBRAPA (pesquisador Roberto Fontes Vieira - CENARGEN), resumimos em alguns itens o que aprendemos sobre a cultura de Ocimum spp. Algumas informações que a literatura tradicional sobre o gênero já registrava, apenas confirmamos. Alguns ganhos foram registrados e contribuem para subsidiar o conjunto de conhecimentos sobre o manejo de manjericões e alfavacas.
Eis as informações:
1- Encontram-se várias espécies: Ocimum basilicum; Ocimum sellowii; Ocimum gratissimum; Ocimum tenuiflorum; Ocimum campechianum.
2- Existem vários quimiotipos especialmente dentro de O. basilicum e O. gratissimum (citral, cânfora, metil-chavicol, linalol, eugenol, timol, geraniol, cinamato...)
3- São relatadas diferenças de reação de acessos das diferentes espécies a Meloidogyne spp.
4- O sucesso da multiplicação por estaquia depende das características da estaca: estacas mais novas ou médias são mais eficientes.
5- É possível associar morfotipos e variedades botânicas com quimiotipos (em Ocimum gratissimum especialmente)
6- O tamanho do vaso influencia fortemente no desenvolvimento das plantas de manjericão em casa de vegetação.
7- É possível sanitizar mudas de estacas parasitadas por Orthezia insignis com calda de sabão neutro.
8- Ocimum basilicum apresenta propriedades antioxidantes.
9- Observa-se alguma variação sazonal na concentração dos componentes do óleo essencial e no perfil de aromáticos.
10- Observam-se diferenciações anatômicas conforme a espécie, a variedade ou o acesso. Apresentam vários tipos de pelos tectores e glandulares.
11- A mucilagem da semente varia com a espécie ou grupos de espécies, relacionado ao número básico de cromossomos.
12- Observa-se grande variedade de morfotipos em Ocimum basilicum
13- Alguns acessos de Ocimum basilicum são classificados como plantas ornamentais além de aromáticas.
14- Alguns acessos são híbridos estéreis.
15- Multiplicam-se por sementes, excetuando-se os híbridos estéreis. Acessos férteis e híbridos estéreis multiplicam igualmente por estaquia.
16- Nem todos os acessos de Ocimum são próprios para temperar comida.
17- Os acessos de Ocimum basilicum mais comuns florescem em torno de 45 dias após a emergência.
18- Conforme a espécie varia o porte da planta (herbáceo, sub-arbustivo e arbustivo).
19- Algumas espécies têm potencial como invasoras: Ocimum campechianum e Ocimum sellowii.
20- O tempo para germinação de sementes varia conforme a espécies de Ocimum (4 a 15 dias). Ocimum basilicum inicia a germinação em geral aos 4 dias após a semeadura.
21- A poda da inflorescência exalta a produção de folhas em O. basilicum.
22- O nível da população de Meloidogyne spp. no solo interfere na produção de biomassa e sementes em acessos de Ocimum basilicum.
23. Alguns cultivares de Ocimum basilicum e o Ocimum campechianum são cultivados como hortaliças folhosas condimentares.
24- A polinização entomófila de Ocimum basilicum destacou Apis melífera(*).
25- O cultivo em vasos em casa de vegetação apresenta suscetibilidade a ácaros (Acarina) e cochonilhas (Orthezia cf. insignis).
26. Dias chuvosos interferem no perfil de aromáticos e no rendimento em óleo essencial de Ocimum gratissimum.
27- A segregação genética para morfologia obtida com polinização natural facilitada resultou em tipos interessantes para o mercado de plantas ornamentais.
(*)- São polinizadores do gênero Ocimum em Brasília: Apis melífera (tribo Apini), e Paratrigona lineata, estas do grupo das abelhas sem ferrão (Meliponini), também Lasioglosum spp (tribo Halictini), do grupo das abelhas solitárias. Também insetos Lepidoptera (pouco eficientes como coletores de pólen). Abelhas das tribos Apini e Meliponini, são eficientes e mais frequentes polinizadores do gênero.

BIBLIOGRAFIA
ALBUQUERQUE, M. B. &; HONÓRIIO, T. L. Curva de crescimento e produção de biomassa em acessos de Ocimum basilicum vr. citriodorum. Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília; 2008, 22 p. Trabalho final do Curso de Engenharia Agronômica.
ALLAM, T. D. & SILVA, R. R. Curva de crescimento, biomassa fresca e fenologia de um acesso de Ocimum canum. FAV-UnB. 2008. 21 p. Trabalho final do Curso de Engenharia Agronômica.
ALMEIDA, A. C . L. &; MATTOS, J. K. A. Efeito da poda e do parasitismo de Meloidogne javanica sobre o peso seco e o peso das sementes do basilicão. Resumos do Trabalhos Apresentados no XX Congresso Brasileiro de Nematologia. Gramado-RS 7 a 11 de abril de 1977. Nematologia Brasileira v. 21 n. 1 p 20. 1977
ALMEIDA, A.C.L. Comportamento de plantas medicinais da família Labiatae ao nematóide das galhas Meloidogyne spp. Primeiro relatório do Programa de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC. UnB.1996 20 p.. 
ALMEIDA, E. A. Curva de crescimento e produção de biomassa em acesso de Ocimum canum. Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília; 2007, 17 p. Trabalho final do Curso de Engenharia Agronômica.
ALVES, I. P. Estudo morfológico e fenológico do basilicão híbrido (Ocimum basilicum x O. canum).. FAV-UnB, 2002. 22 p. Trabalho final do Curso de Engenharia Agronômica.
BARROS, F.B. & FRECHIANI, M.A. Análise da segregação do parental F3 do cruzamento natural de Ocimum basilicum var purpurascens com outros taxa do gênero, visando selecionar para padrões ornamentais. FAV-Universidade de Brasília. 2006. 30 p. Trabalho final do Curso de Engenharia Agronômica.
BISPO-JR.,D. &; BARBOSA , L. H. Caracterização morfológica e produção de biomassa em seis acessos de Ocimum basilicum. FAV-UnB. 2008. 23 p. Trabalho Final do Curso de Engenharia Agronômica.
CAMPESTRINI, A. H. Dinâmica da emissão floral em acesso de Ocimum basilicum. Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília; 2006, 30 p. Trabalho final do Curso de Engenharia Agronômica.
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