segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A EXPERIMENTAÇÃO AGRONÔMICA COM MANJERICÕES E ALFAVACAS NO DISTRITO FEDERAL ATÉ 2016.


A EXPERIMENTAÇÃO AGRONÔMICA COM MANJERICÕES E ALFAVACAS (Ocimum spp) NO DISTRITO FEDERAL ATÉ 2016.

Por
Artur Martins
Jean Kleber A. Mattos

Referência

MARTINS, A. Resultado da Experimentação Agronômica com o Gênero Ocimum na UnB (Período de 1993 a 2001). Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília; Monografia de Conclusão de Curso. 2011, 21 p.

Analisando mais de 40 trabalhos produzidos no Distrito Federal na Universidade de Brasília e na EMBRAPA (pesquisador Roberto Fontes Vieira - CENARGEN), resumimos em alguns itens o que aprendemos sobre a cultura de Ocimum spp. Algumas informações que a literatura tradicional sobre o gênero já registrava, apenas confirmamos. Alguns ganhos foram registrados e contribuem para subsidiar o conjunto de conhecimentos sobre o manejo de manjericões e alfavacas.
Eis as informações:
1- Encontram-se várias espécies: Ocimum basilicum; Ocimum sellowii; Ocimum gratissimum; Ocimum tenuiflorum; Ocimum campechianum.
2- Existem vários quimiotipos especialmente dentro de O. basilicum e O. gratissimum (citral, cânfora, metil-chavicol, linalol, eugenol, timol, geraniol, cinamato...)
3- São relatadas diferenças de reação de acessos das diferentes espécies a Meloidogyne spp.
4- O sucesso da multiplicação por estaquia depende das características da estaca: estacas mais novas ou médias são mais eficientes.
5- É possível associar morfotipos e variedades botânicas com quimiotipos (em Ocimum gratissimum especialmente)
6- O tamanho do vaso influencia fortemente no desenvolvimento das plantas de manjericão em casa de vegetação.
7- É possível sanitizar mudas de estacas parasitadas por Orthezia insignis com calda de sabão neutro.
8- Ocimum basilicum apresenta propriedades antioxidantes.
9- Observa-se alguma variação sazonal na concentração dos componentes do óleo essencial e no perfil de aromáticos.
10- Observam-se diferenciações anatômicas conforme a espécie, a variedade ou o acesso. Apresentam vários tipos de pelos tectores e glandulares.
11- A mucilagem da semente varia com a espécie ou grupos de espécies, relacionado ao número básico de cromossomos.
12- Observa-se grande variedade de morfotipos em Ocimum basilicum
13- Alguns acessos de Ocimum basilicum são classificados como plantas ornamentais além de aromáticas.
14- Alguns acessos são híbridos estéreis.
15- Multiplicam-se por sementes, excetuando-se os híbridos estéreis. Acessos férteis e híbridos estéreis multiplicam igualmente por estaquia.
16- Nem todos os acessos de Ocimum são próprios para temperar comida.
17- Os acessos de Ocimum basilicum mais comuns florescem em torno de 45 dias após a emergência.
18- Conforme a espécie varia o porte da planta (herbáceo, sub-arbustivo e arbustivo).
19- Algumas espécies têm potencial como invasoras: Ocimum campechianum e Ocimum sellowii.
20- O tempo para germinação de sementes varia conforme a espécies de Ocimum (4 a 15 dias). Ocimum basilicum inicia a germinação em geral aos 4 dias após a semeadura.
21- A poda da inflorescência exalta a produção de folhas em O. basilicum.
22- O nível da população de Meloidogyne spp. no solo interfere na produção de biomassa e sementes em acessos de Ocimum basilicum.
23. Alguns cultivares de Ocimum basilicum e o Ocimum campechianum são cultivados como hortaliças folhosas condimentares.
24- A polinização entomófila de Ocimum basilicum destacou Apis melífera(*).
25- O cultivo em vasos em casa de vegetação apresenta suscetibilidade a ácaros (Acarina) e cochonilhas (Orthezia cf. insignis).
26. Dias chuvosos interferem no perfil de aromáticos e no rendimento em óleo essencial de Ocimum gratissimum.
27- A segregação genética para morfologia obtida com polinização natural facilitada resultou em tipos interessantes para o mercado de plantas ornamentais.
(*)- São polinizadores do gênero Ocimum em Brasília: Apis melífera (tribo Apini), e Paratrigona lineata, estas do grupo das abelhas sem ferrão (Meliponini), também Lasioglosum spp (tribo Halictini), do grupo das abelhas solitárias. Também insetos Lepidoptera (pouco eficientes como coletores de pólen). Abelhas das tribos Apini e Meliponini, são eficientes e mais frequentes polinizadores do gênero.

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